Frases do Livro História da Arte, de Ernst Gombrich

Ernst Gombrich, no clássico História da Arte, não fala apenas sobre estilos e períodos, mas também sobre o papel dos artistas e o fazer artístico ao longo do tempo. No livro encontramos reflexões inspiradoras sobre como os criadores pensavam sua prática, desde Giotto até Van Gogh. Neste artigo, selecionamos frases marcantes de Gombrich sobre os artistas – ideias que ajudam a compreender como ele via a relação entre arte, tradição e criação individual.

“Aquilo com que um artista se preocupa quando planeja seus quadros, faz seus esboços ou se interroga sobre se completou ou não sua tela, é algo muito mais difícil de converter em palavras. Talvez ele diga que se preocupa em sentir intimamente que sua criação está ‘certa’.” (p. 97)

“As grandes obras de arte parecem ter um aspecto diferente cada vez que nos colocamos diante delas. Parecem ser tão inexauríveis e imprevisíveis quantos seres humanos de carne e osso.” (p. 78)

“Nenhum artista pode jogar sempre no ‘seguro’ e nada é mais importante do que reconhecer o papel que os experimentos, inclusive os aparentemente extravagantes ou excêntricos, desempenharam no desenvolvimento de novos projetos.” (p. 409)

“A vida de um artista nunca fora isenta de dificuldades e angústias, mas uma coisa pode ser dita a favor dos ‘bons tempos antigos’: nenhum artista necessitava perguntar-se por que viera a este mundo.” (p. 366)

“O artista moderno quer criar coisas. A ênfase está em criar e em coisas. Ele quer sentir que realizou algo que não existia antes.” (p. 445)

“A arte parece ser o único refúgio onde a fantasia, a inconstância e as singularidades pessoais ainda são permitidas e até apreciadas.” (p. 403)

“O público em geral fixou-se na noção de que um artista é um sujeito que deve produzir Arte como um sapateiro produz sapatos. (…) Mas, infelizmente, esse é o único tipo de trabalho que o artista não pode realizar.” (p. 476)

“Podemos compreender melhor a arte do passado se recordarmos que as pinturas e estátuas eram feitas para uma ocasião definida e um propósito determinado, que estavam na mente do artista quando meteu mãos à obra.” (p. 95)

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“Em última análise, os grandes mestres deram-se por inteiro em suas obras, sofreram por elas, suaram sangue sobre elas e, no mínimo, têm o direito de nos pedir que tentemos compreender o que eles quiseram fazer.” (p. 78)

“A história da arte não é uma história de progresso na proficiência técnica, mas uma história de ideias, concepções e necessidades em constante mudança.” (p. 30)

“Cada característica de uma obra é o resultado de uma decisão pessoal do artista – seja a escolha de uma árvore ao fundo ou uma pincelada feliz que deu brilho a uma nuvem iluminada pelo Sol.” (p. 100)

“Aquilo com que um artista se preocupa quando planeja seus quadros, faz esboços ou se interroga se sua tela está concluída é sentir intimamente que sua criação está ‘certa’.” (p. 101)

“Recordemos que o artista medieval ou renascentista não era instado a pintar o que via, mas a traduzir em imagens aquilo que sabia e acreditava.” (p. 150)

“Giotto e seus contemporâneos começaram a olhar a natureza de outra forma, e disso nasceu uma nova arte. Talvez o mais importante seja que, a partir daí, os artistas passaram a aprender uns com os outros.” (p. 152)

“A comunidade fixava ao artista suas tarefas – fabricar máscaras, erguer catedrais ou pintar retratos – mas o segredo do artista estava em fazê-lo tão bem que esquecíamos o propósito original diante de sua mestria.” (p. 210)

“A história da arte não é a de um progresso técnico linear, mas de ideias e necessidades em constante transformação às quais os artistas respondem.” (p. 230)

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