Pavilhão da Santa Sé (Holy See Pavilion) na Bienal de Veneza 2026: Hildegard de Bingen e a arte da escuta

Na Bienal de Veneza 2026, o Pavilhão da Santa Sé, a representação oficial do Vaticano na mostra, escolheu o som como matéria e a escuta como gesto central. The Ear is the Eye of the Soul (O ouvido é o olho da alma) reúne novas comissões de 24 artistas, de doze nacionalidades, em torno da vida e do legado de Hildegard de Bingen (1098–1179), abadessa, poeta, curandeira e compositora alemã. Com curadoria de Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, em colaboração com o Soundwalk Collective, e comissariado do cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, o pavilhão se distribui por dois endereços de Veneza: o Giardino Mistico dei Carmelitani Scalzi, em Cannaregio, e o Complesso di Santa Maria Ausiliatrice, em Castello. Entre os participantes estão nomes como Patti Smith, Brian Eno, Meredith Monk, Terry Riley e FKA twigs. O resultado é uma exposição que se percorre com fones de ouvido entre canteiros de ervas medicinais e se completa em um arquivo vivo, onde livros, filmes e liturgia se encontram.

O pavilhão nasce como resposta direta à proposição curatorial de Koyo Kouoh para a Bienal de Arte de 2026: diminuir o ritmo e sintonizar registros mais baixos, mais atentos. A curadora camaronesa, que faleceu em 2025, descreveu o presente como uma “cacofonia ansiosa do caos”, e é contra esse fundo de ruído que a figura de Hildegard reaparece. A curadoria toma o convite de Kouoh ao pé da letra e o converte em forma, como prática e como oferenda, propondo que devoção, luto e consolo possam coexistir sem recorrer ao espetáculo.

A exposição é dedicada à memória de Kouoh e à de Alexander Kluge, cineasta e escritor alemão que formulou o título do pavilhão e trabalhou no projeto até sua morte, em 25 de março de 2026, aos 94 anos. Essa dupla dedicatória dá ao pavilhão uma camada de luto que atravessa sua proposta de cura e contemplação.

Hildegard de Bingen, uma mente polifônica

Hildegard é uma das figuras mais singulares da imaginação mística europeia. Monja beneditina, compôs música litúrgica, escreveu tratados de medicina e botânica, registrou visões que foram transformadas em imagens iluminadas e pregou publicamente em uma época em que essa atividade era rara para mulheres. Para ela, teologia, música, cosmologia e medicina formavam um único modo contínuo de perceber a criação. Foi declarada santa e Doutora da Igreja pelo papa Bento XVI em 2012, que na ocasião destacou sua visão de toda a criação como um ato de amor, atravessado por um fluxo divino comparável a um rio.

Três ideias de Hildegard sustentam a construção do pavilhão. A primeira é a do som como via de conhecimento: em seu pensamento, o percurso vai do sopro (spiritus) ao canto e do canto à compreensão, e a música opera como elo entre corpo e mundo, entre microcosmo e macrocosmo. A segunda é a viriditas, termo traduzido ora como “verdor”, ora como “fecundidade”, que designa uma presença vital divina capaz de tornar a cura possível. Nessa chave, contemplar significa mergulhar mais fundo na criação, e a mesma corrente que move o canto move a folha e a raiz. A terceira é a lingua ignota, a língua inventada por Hildegard, que o cardeal Tolentino de Mendonça, em sua fala na apresentação do pavilhão, associa a uma força imaginativa capaz de romper com a linguagem dominante e de estimular paradigmas sociais mais inclusivos e práticas comunitárias.

O texto de apresentação do Dicastério descreve o perfil “polifônico” de Hildegard como antídoto às “vexações da monodia”. A metáfora musical é precisa: o pavilhão se organiza como uma obra a muitas vozes, em que cada contribuição entra e sai de um conjunto maior. A curadoria também ancora a proposta em duas falas do papa Leão XIV. Uma delas, proferida em abril de 2026, convoca a voltar a servir ao ritmo da vida, à harmonia da criação, e a curar suas feridas. A outra, dirigida ao mundo do cinema em novembro de 2025, afirma que a lógica dos algoritmos tende a repetir o que já funciona, enquanto a arte abre o campo do possível, lembrando que nem tudo precisa ser imediato ou previsível.

O Giardino Mistico: um jardim que se lê como percurso da alma

A primeira sede do pavilhão é um jardim monástico escondido atrás dos muros de um convento do século XVII, cuidado pela comunidade dos Carmelitas Descalços. A ordem tem como figura fundadora Teresa de Ávila (1515–1582), mística, reformadora e também Doutora da Igreja, cuja ênfase na simplicidade, no silêncio e na oração contemplativa redesenhou o modo de vida carmelita. Restaurado segundo seu desenho original, o jardim funciona como uma tradução espacial de Castelo interior (1577), obra em que Teresa imagina a alma como um castelo de cristal composto por sete moradas concêntricas, cada uma correspondendo a um grau mais profundo de oração, até a câmara mais íntima, onde se realiza a união com Deus. Os sete canteiros do jardim correspondem a essas sete moradas.

No centro geométrico do parterre, no eixo principal e visível de qualquer ponto do percurso, ergue-se uma romãzeira plantada em uma bacia circular baixa: a Árvore da Vida, identificada na tradição cristã com Cristo. Todo o deslocamento do visitante acontece em relação a ela. A partir do gramado da entrada, o caminho atravessa ervas medicinais, a horta dos frades, o vinhedo, o pomar e o olival, até repousar em um caramanchão de árvores junto à Capela da Madona.

O jardim carrega ainda uma memória de cuidado que dialoga diretamente com Hildegard. Na tradição carmelita veneziana, a erva-cidreira cultivada ali é destilada para produzir a Acqua di Melissa, um preparado associado à calma e à restauração, ainda hoje fabricado pelas monjas e pelos frades. A curadoria aproxima essa prática da viriditas: a planta que cresce entre orações e se converte em remédio encarna, de modo muito concreto, a teologia do verdor. Os próprios monges descrevem o lugar como um convite ao silêncio humano dentro do coro da natureza. A comunidade carmelita atua, assim, como anfitriã e colaboradora do projeto, e o pavilhão se instala dentro dessa ordem viva, recebido pelo jardim que existia antes dele e continuará existindo depois.

Uma composição única, escutada com o corpo em movimento

No Giardino Mistico, a escuta é o ato principal. O visitante recebe fones de ouvido na entrada e percorre as trilhas de cascalho enquanto as obras sonoras se sobrepõem, se aproximam e se afastam conforme sua posição no espaço. O mapa do pavilhão mostra cada artista associado a um círculo de alcance sonoro, e esses círculos se interceptam ao longo do jardim, de modo que a experiência resulta de uma soma de zonas de escuta que se tocam.

O Soundwalk Collective, formado pelo artista Stephan Crasneanscki e pelo produtor Simone Merli, assina a direção artística da concepção sonora. Cabe ao coletivo a coerência espacial e auditiva do conjunto, integrando as contribuições individuais em uma única composição contemplativa. A dupla tem longa trajetória em obras sonoras pensadas para lugares e contextos específicos, com colaborações duradouras com Patti Smith, Jim Jarmusch, Nan Goldin, Sasha Waltz, Charlotte Gainsbourg e Jean-Luc Godard.

Além da direção, o coletivo assina uma obra própria: um instrumento sob medida que escuta o jardim em tempo real. O dispositivo capta a atividade bioelétrica das plantas, dados biofotônicos, atividade eletromagnética e as microacústicas do vento, da água, da madeira, dos insetos e do solo, e traduz esses ritmos sutis em uma composição em permanente transformação. O jardim passa, assim, a participar da autoria da obra. A curadoria descreve o pavilhão como sintonizado para a receptividade, uma prática audível daquilo que Kouoh chamou de escuta dos sinais persistentes da terra e da vida. No mapa, o coletivo aparece ainda associado ao ponto AIEGANZ, junto ao muro que margeia o percurso.

As vozes do jardim

Vinte e uma participações compõem o Giardino Mistico. Cada artista partiu dos cantos, dos escritos e das imagens visionárias de Hildegard e respondeu por meio da voz, de instrumentos e, em alguns momentos, do silêncio. As afinidades entre essas trajetórias ajudam a entender a lógica da seleção.

A voz como linguagem própria. Meredith Monk ocupa um lugar quase genealógico no pavilhão. Compositora, cantora, diretora e coreógrafa, ela é pioneira do que hoje se chama técnica vocal estendida e trata a voz como linguagem autônoma, capaz de produzir paisagens sonoras para sentimentos e memórias que escapam às palavras, uma aproximação evidente com a lingua ignota de Hildegard. A portuguesa Carminho, uma das vozes centrais do fado contemporâneo, traz ao jardim uma tradição vocal em que melancolia e devoção caminham juntas. FKA twigs, cantora, compositora, produtora, bailarina e artista visual, construiu uma obra em que o corpo é instrumento de criação, e seu álbum Magdalene já dialogava com figuras femininas da tradição cristã. Patti Smith, escritora, artista e performer, autora de Just Kids e do álbum Horses, é colaboradora de longa data do Soundwalk Collective, e sua obra sempre esteve atravessada por uma dimensão espiritual e poética. Kazu Makino, compositora, cantora e pintora japonesa radicada em Nova York, conhecida pelo trabalho com o Blonde Redhead e pelo álbum solo Adult Baby, completa esse núcleo com uma prática que transita entre o pastoral e o elétrico.

Linhagens da escuta profunda. O pavilhão reúne nomes que redefiniram a relação entre som, tempo e contemplação. Terry Riley, autor de In C (1964), obra que inaugurou o minimalismo musical, foi discípulo do cantor indiano Pandit Pran Nath por mais de duas décadas, e sua música de padrões repetitivos entrelaçados ecoa a dimensão meditativa do canto. Laraaji, que a partir dos anos 1970 desenvolveu uma sonoridade própria com uma cítara modificada de 36 cordas e afinações alternativas, construiu sua trajetória a partir de uma prática devocional e de uma “visão sonora interior”, e mantém há décadas oficinas de riso meditativo e atividades ligadas à cura pelo som. Brian Eno, músico, produtor, artista visual e ativista, Leão de Ouro pelo conjunto da obra na Bienal de Música de Veneza em 2023, levou para o campo da música a ideia de ambiente como espaço de atenção. Suzanne Ciani, pioneira da música eletrônica e cinco vezes indicada ao Grammy, é uma das referências históricas da síntese modular Buchla. A ela se somam duas compositoras de gerações mais recentes: Kali Malone, que trabalha com órgão de tubos, conjuntos de câmara e formatos eletroacústicos, reinterpretando métodos polifônicos e sistemas de afinação históricos, e que chegou a trabalhar como afinadora de órgãos; e a italiana Caterina Barbieri, cuja música de síntese modular investiga memória, tempo, percepção e estados de transe, atual diretora artística da Bienal de Música de Veneza.

Palavra, testemunho e memória. O chileno Raúl Zurita, um dos maiores poetas latino-americanos vivos, cuja obra nasce da experiência da ditadura de Pinochet e articula dor, fé e paisagem, marca um ponto do percurso. A poeta Bhanu Kapil, vencedora do T. S. Eliot Prize com How To Wash A Heart (2020), tem uma ligação direta com o universo de Hildegard: é autora de uma ficção especulativa publicada como prefácio de uma edição contemporânea da lingua ignota. Em 2026, Kapil escreve um romance no arquivo do Churchill College, nas proximidades do acervo do político britânico Enoch Powell, que em 1968 defendeu a repatriação de populações vindas da Commonwealth, um gesto de escrita que confronta diretamente a memória colonial. Moor Mother, nome artístico de Camae Ayewa, poeta, musicista, artista visual e professora de composição, cria paisagens sonoras com gravações de campo e colagens de arquivo, construindo mapas sonoros que permitem acessar histórias e futuros soterrados. O cineasta Jim Jarmusch, figura central do cinema independente norte-americano e também músico, e Devonté Hynes, que atua como Blood Orange e como compositor de música de concerto e trilhas para cinema, completam esse conjunto, ambos com trajetórias em que imagem e som se informam mutuamente.

Terra, matéria e sistemas. A nigeriana Otobong Nkanga, que vive na Antuérpia, investiga as relações sociais, políticas e ecológicas entre corpos, territórios, minerais e a terra, entrelaçando geologia, botânica, poesia e saberes não ocidentais. Em um jardim de ervas medicinais, sua prática encontra um terreno particularmente fértil. Precious Okoyomon, que examina o impacto da construção histórica da raça sobre o mundo natural e trabalha com podridão, decomposição e renascimento como matérias reais e políticas, assina a obra If I have not love – Then I have nothing, título que ecoa a Primeira Carta de Paulo aos Coríntios. A dupla Holly Herndon e Mat Dryhurst, radicada em Berlim, traz a questão tecnológica para dentro do jardim: pioneiros no uso de aprendizado de máquina na música e na discussão sobre direitos de dados e governança da inteligência artificial, eles desenvolveram o Holly+, protocolo de propriedade compartilhada da identidade vocal de uma artista. Sua presença dá corpo à advertência papal sobre a lógica repetitiva dos algoritmos.

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As herdeiras diretas. Entre os participantes estão as monjas beneditinas da Abadia de Santa Hildegard, em Eibingen, comunidade instalada no local do mosteiro fundado pela própria Hildegard em 1165. Sua presença conecta o pavilhão a uma tradição viva de canto e oração que atravessa quase nove séculos, e sua liturgia sonora se desdobra também na segunda sede.

Santa Maria Ausiliatrice: um scriptorium contemporâneo

Do outro lado da cidade, em Castello, o Complesso di Santa Maria Ausiliatrice muda o registro do pavilhão. O antigo oratório se torna um scriptorium contemporâneo, em referência aos espaços monásticos onde livros eram copiados e iluminados, e abriga um arquivo vivo organizado em torno de três pontos de ancoragem: o arquivo propriamente dito, a obra final de Alexander Kluge e a liturgia sonora “gêmea” das monjas de Eibingen.

O arquivo foi construído em estreita colaboração com a irmã Maura Zátonyi OSB e com a St. Hildegard Academy, cujo trabalho de pesquisa, ensino e preservação foi fundamental para os artistas do pavilhão. Ali o visitante encontra uma biblioteca multilíngue de textos hildegardianos, livros de artista de Ilda David’ e uma nova arquitetura monástica assinada por Tatiana Bilbao Estudio, MAIO Architects e DOGMA.

A pintora portuguesa Ilda David’, nascida em Benavente e radicada em Lisboa, desenvolve uma prática que pode ser descrita como exercício espiritual e investigação fenomenológica. Sua obra se aproxima do mundo natural como quem faz uma herborização, recolhendo detalhes mínimos e grandes conhecimentos do mundo, em diálogo com uma comunidade imaginária de místicos, botânicos, poetas, astrônomos e viajantes. A afinidade com Hildegard, ela mesma autora de tratados sobre plantas e de visões cosmológicas, é evidente.

A presença de Tatiana Bilbao, arquiteta mexicana que fundou seu estúdio em 2004 com o objetivo de integrar pesquisa, projeto, estratégias comunitárias e construção responsável, sinaliza uma das novidades do pavilhão: em vez de substituir a participação anterior, ele dá continuidade a ela. Em 2025, a Santa Sé apresentou na Bienal de Arquitetura o projeto Opera Aperta, de Tatiana Bilbao Estudio e MAIO Architects, com curadoria de Marina Otero Verzier e Giovanna Zabotti, que recebeu menção especial entre as participações nacionais. O edifício segue em restauração, e o pavilhão de 2026 habita essa “segunda vida” da obra, em um processo de reparo ao mesmo tempo literal e metafórico.

Alexander Kluge e as doze estações

O coração da sede de Castello é 12 Stations to Hildegard of Bingen, a última obra de Alexander Kluge, concluída antes de sua morte. Trata-se de uma instalação monumental de filmes e imagens organizada em doze estações, distribuídas por três salas e inserida na lógica industrial do edifício em restauro. Foi também dessa obra que o pavilhão herdou seu título, formulado por Kluge a partir dos escritos de Hildegard.

Nascido em Halberstadt em 1932, Kluge foi escritor, cineasta e advogado, uma das figuras centrais do Novo Cinema Alemão, autor de filmes como Despedida de ontem e Artistas sob a cúpula do circo: perplexos, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza e de prêmios como o Georg Büchner e o Theodor W. Adorno. Sua obra sempre trabalhou por montagem, justapondo fragmentos de história, teoria, ficção e documento. A forma da estação, que remete à via-sacra e à ideia de percurso devocional, encontra nesse método uma tradução contemporânea, e o fato de ser seu testamento artístico confere à instalação uma gravidade particular.

A escuta como posição

Do ponto de vista editorial, o Pavilhão da Santa Sé se destaca na Bienal de 2026 pela coerência entre tema, forma e lugar. A escolha de um jardim habitado e de um edifício em restauro, a opção pelos fones de ouvido e pelo percurso a pé e a decisão de integrar as obras em uma composição única produzem uma experiência que pede tempo, recolhimento e atenção, exatamente o que Kouoh propunha como gesto curatorial para toda a exposição.

Também chama atenção a forma como o pavilhão posiciona Hildegard como autoridade intelectual feminina. A abadessa que compunha, escrevia sobre medicina e inventava uma língua própria encontra no elenco reunido uma linhagem significativa de mulheres no campo do som experimental e eletrônico, de Suzanne Ciani e Meredith Monk a Kali Malone, Caterina Barbieri e Holly Herndon. Essa genealogia, rara de ser vista assim condensada, é talvez uma das contribuições mais potentes do pavilhão.

Para um olhar latino-americano e lusófono, o pavilhão oferece ainda pontos de contato relevantes: a poesia de Raúl Zurita, a arquitetura de Tatiana Bilbao, o fado de Carminho, a pintura de Ilda David’ e o próprio comissariado de José Tolentino de Mendonça, poeta português. Somam-se a isso as vozes de artistas da diáspora africana e de origem africana, como Otobong Nkanga, Precious Okoyomon, Moor Mother, Devonté Hynes e FKA twigs, cujas práticas tensionam a tradição cristã europeia ao trazer para dentro dela questões de raça, território, memória e corpo.

Há, por fim, um contraste instigante com a participação anterior da Santa Sé na Bienal de Arte, em 2024, instalada em uma prisão feminina na ilha de Giudecca. Se aquele pavilhão levava o público a um espaço de confinamento, este o conduz a um jardim fechado que se abre à escuta. Em ambos os casos, a Santa Sé aposta em lugares carregados de vida cotidiana e de presença humana, e faz da arte uma forma de entrar neles com cuidado.

Serviço

Pavilhão da Santa Sé – The Ear is the Eye of the Soul
61ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia

Comissário: cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação
Curadoria: Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, em colaboração com o Soundwalk Collective

Giardino Mistico dei Carmelitani Scalzi – Cannaregio 54. Inscrição obrigatória pelo site coopculture.it.
Complesso di Santa Maria Ausiliatrice – Fondamenta S. Gioachin, Castello 450. Sem necessidade de reserva.

Horários: de outubro a 22 de novembro, das 10h às 18h. Fechado às segundas-feiras, exceto em 16 de novembro.

Artistas: Alexander Kluge, Bhanu Kapil, Brian Eno, Carminho, Caterina Barbieri, Devonté Hynes, FKA twigs, Holly Herndon & Mat Dryhurst, Ilda David’, Jim Jarmusch, Kali Malone, Kazu Makino, Laraaji, Meredith Monk, Monjas Beneditinas da Abadia de Santa Hildegard de Eibingen, Moor Mother, Otobong Nkanga, Patti Smith, Precious Okoyomon, Raúl Zurita, Soundwalk Collective, Suzanne Ciani, Tatiana Bilbao Estudio – MAIO Architects – DOGMA, Terry Riley.

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