Até 15 tópicos objetivos, dentro da série História em Tópicos. O foco aqui é no período entre as décadas de 1930 e 1950, quando o modernismo se institucionaliza, se espalha por outras regiões do país e ganha novos protagonistas:
1. O que é a segunda geração modernista?
Refere-se aos artistas e intelectuais que deram continuidade ao projeto modernista nas décadas de 1930 a 1950, consolidando a estética moderna em novas linguagens, temas e instituições.
2. Do experimentalismo à consolidação
Se a primeira geração buscava ruptura e provocação, a segunda geração apostou na maturação e institucionalização do modernismo. A arte moderna passa a ocupar museus, escolas e políticas culturais.
3. Modernismo além de São Paulo
O movimento se expande pelo Brasil. Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul e outras regiões passam a produzir arte moderna com características locais, tensionando o eixo Rio-SP.
4. A criação do Ministério da Educação e Saúde (1930)
A modernização do Estado impulsionou as artes. A arquitetura moderna ganhou destaque com Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, enquanto artistas visuais foram chamados para atuar em projetos públicos e educacionais.
5. O modernismo se torna política de Estado
Com Getúlio Vargas, a arte moderna passou a ser usada como símbolo de progresso e identidade nacional — ao mesmo tempo em que servia ao projeto de Estado centralizador.
6. Diálogo com a cultura popular
Artistas da segunda geração modernista aprofundaram o interesse por temas populares, afro-brasileiros e regionais, buscando uma arte moderna com raízes nacionais.
7. Portinari como símbolo do período
Cândido Portinari foi um dos maiores nomes da segunda geração. Combinou linguagem moderna e temática social em murais e pinturas monumentais, como Guerra e Paz, na sede da ONU.
8. Lasar Segall e a sensibilidade urbana
De origem lituana, Lasar Segall se destacou pela pintura expressionista de temas como a cidade, o exílio, a dor humana e as periferias sociais do Brasil moderno.
9. O papel de Alberto da Veiga Guignard em Minas Gerais
Guignard foi responsável por formar uma geração de artistas em Belo Horizonte e fundar a Escola Guignard, referência do modernismo fora do eixo Rio-SP, com uma linguagem mais lírica e afetiva.
10. Maria Martins
Maria Martins ganhou projeção internacional com suas esculturas de formas orgânicas e surrealistas.
11. A arte moderna e a abstração geométrica
No fim dos anos 1940, artistas da segunda geração já ensaiavam os primeiros passos rumo à abstração geométrica, que marcaria o surgimento do concretismo nos anos 1950.
12. Instituições e ensino de arte moderna
A criação de museus como o MAM-SP (1948) e o MAM-RJ (1948) e a expansão de cursos de arte consolidaram a modernidade como valor cultural dominante nas elites urbanas.
13. Contradições e limites do projeto modernista
Embora valorizassem o Brasil popular, os modernistas ainda falavam a partir de lugares de privilégio. A representação da “brasilidade” era muitas vezes idealizada e mediada por filtros eurocêntricos.
14. Transição para novas linguagens
A segunda geração preparou o terreno para os movimentos concretistas, neoconcretos e experimentais dos anos 1950 e 1960. A ruptura radical voltaria com força após a consolidação modernista.
15. Fayga Ostrower
Nascida na Alemanha e radicada no Brasil, destacou-se na gravura e na pintura abstrata. Porém o início de sua produção estava fortemente ancorada no figurativismo com cenas sociais. Além da produção artística, foi referência no pensamento sobre arte e educação, atuando como professora, teórica e diretora da Funarte.