Jenny Saville (Cambridge, 1970) é uma pintora britânica conhecida pelos nus monumentais que renovaram a pintura figurativa a partir dos anos 1990. Revelada com Propped (1992) e associada aos Young British Artists, constrói uma obra em diálogo com Ticiano, Rubens, Michelangelo, Bacon e De Kooning, entre a carne e a abstração.
Jennifer Anne Saville nasceu em 7 de maio de 1970, em Cambridge, na Inglaterra, filha de pais educadores. A carreira do pai na administração escolar fez a família mudar de cidade muitas vezes, e a artista passou por quinze escolas diferentes. Ainda criança, ganhou da mãe um armário esvaziado que se tornou seu primeiro ateliê, e aos oito anos já se considerava uma artista decidida. Na adolescência, acompanhou um tio artista em viagens de estudo por grandes cidades europeias. Em Veneza, aprendeu a desenhar no mercado de peixe do Rialto, acordando às seis da manhã, e passou longas horas diante de Ticiano, Tintoretto, Rubens e Rembrandt, com atenção especial à Assunção da Virgem (1516–1518), de Ticiano, na igreja dos Frari. Entre 1988 e 1992, estudou na Glasgow School of Art, na Escócia, atraída pelo grupo de pintores figurativos conhecido como New Glasgow Boys, entre eles Steven Campbell, Ken Currie, Peter Howson e Adrian Wiszniewski. Nos três primeiros anos, trabalhou como garçonete e em empregos temporários para se sustentar. Em 1991, passou um semestre na Universidade de Cincinnati, em Ohio, onde se impressionou com a presença de corpos femininos muito grandes no cotidiano norte-americano. A experiência definiu o tema que a acompanharia: o corpo feminino que ocupa espaço e, ao mesmo tempo, é ensinado a se esconder.

Propped (1992), Plan (1993) e o corpo como mapa
Propped (1992), óleo sobre tela de 213,4 × 182,9 cm, é a obra que fundou a carreira de Jenny Saville. A pintura mostra a própria artista nua, sentada num banquinho, com o corpo distorcido pela perspectiva de baixo para cima e pela escala colossal. Sobre a figura, Saville inscreveu ao contrário uma frase da filósofa feminista Luce Irigaray, sobre o risco de as mulheres continuarem a falar a língua com que os homens falaram durante séculos; na primeira exibição, a tela ficou diante de um espelho, que tornava o texto legível. A obra foi apresentada na exposição de formatura da artista em Glasgow, em 1992. O colecionador Charles Saatchi comprou os trabalhos da mostra e ofereceu a Saville um contrato de dezoito meses, de agosto de 1992 a janeiro de 1994, para que produzisse novas pinturas para sua galeria em Londres. Com o apoio, a artista pôde trabalhar na escala que desejava e saldar as dívidas acumuladas no último ano de estudo. Em 2018, Propped foi vendida em leilão em Londres por 9,5 milhões de libras, na época o maior valor pago pela obra de uma artista mulher viva.
As pinturas feitas sob contrato de Saatchi foram apresentadas em 1994 na exposição Young British Artists III, na Saatchi Gallery, em Londres, com Plan (1993) como obra de destaque. A tela mostra um corpo feminino marcado com linhas de contorno, como as que se desenham na pele antes de uma cirurgia plástica, e lembra um mapa topográfico. A artista a pendurava de modo que os pelos pubianos ficassem na altura dos olhos do visitante. Em entrevista da época, observou que, na história da arte, os pelos pubianos foram sempre pintados de forma perfeita por homens, e que na vida real eles se espalham pela barriga e pelas pernas. Em 1994, nos Estados Unidos, Saville acompanhou durante longas horas o trabalho do cirurgião plástico Barry Martin Weintraub, em Nova York, fotografando cirurgias estéticas e lipoaspirações. A experiência aprofundou seu conhecimento da carne e das manipulações que a medicina impõe ao corpo. Saville afirmou nesse período que suas figuras não têm cenário nem narrativa: a tinta é o próprio corpo.
Closed Contact e a fotografia como fonte
Entre 1995 e 1996, Jenny Saville realizou com o fotógrafo de moda Glen Luchford a série Closed Contact, grandes fotografias em que o corpo nu da artista aparece comprimido contra uma placa de vidro, fotografado de baixo. A série foi exibida em 1996 na Pace McGill Gallery, em Nova York. A colaboração revela um traço central do método de Saville. Ao contrário dos New Glasgow Boys, que trabalhavam com modelo vivo, a artista adotou a fotografia como fonte principal e nunca a abandonou. Ela tira centenas de fotos, de si mesma, de outras pessoas e de tudo o que a cerca, como sinalizações de rua e grafites, e imprime ampliações quase em tamanho real, que lhe dão uma estrutura tonal sobre a qual pinta por partes. Com 1,57 metro de altura, trabalha sobre escadas, muitas vezes diante de um grande espelho, e por vezes vira a tela de cabeça para baixo ou pinta no chão. A escala monumental tem também um sentido político: pintar grande era, para ela, uma forma de ser levada a sério num campo dominado por homens.
Sensation (1997) e os Young British Artists
Cinco pinturas de Jenny Saville integraram Sensation, exposição da coleção Saatchi na Royal Academy of Arts, em Londres, em 1997, que reuniu cerca de 300 mil visitantes e provocou escândalo na imprensa britânica ao lado de obras de Damien Hirst, Tracey Emin e Chris Ofili. A mostra consolidou a associação da artista aos Young British Artists, rótulo que a própria crítica considera mais midiático do que estético. Saville se distinguia do grupo pela dedicação obstinada à pintura figurativa e pelas referências pouco usuais para a época: os mestres venezianos e flamengos e a chamada Escola de Londres, de Francis Bacon, Lucian Freud e Frank Auerbach. A artista estudou com atenção minuciosa a pincelada, o desenho e a tinta desses pintores, e admirava em Auerbach a obsessão de raspar a tela e recomeçar todos os dias. Sobre Freud, disse que todo pintor figurativo de sua geração é inevitavelmente influenciado por ele, e marcou sua diferença ao recusar cenário e narrativa. Suas imagens chegaram também à cultura pop: uma pintura sua ilustrou a capa do álbum The Holy Bible (1994), da banda Manic Street Preachers, e uma tela da série Stare foi capa de Journal for Plague Lovers (2009), do mesmo grupo.
Territories (1999): Fulcrum e Hyphen
Representada pela Gagosian desde 1997, Jenny Saville fez sua primeira individual na galeria, Territories, em Nova York, em 1999. A mostra consagrou a artista com Fulcrum (1998–1999), óleo sobre tela de 261,6 × 487,7 cm em que três enormes corpos femininos se empilham e se comprimem, presos por cordas, como numa pilha de carne. Na mesma época, Saville pintou Hyphen (1999), tela de 274,3 × 365,8 cm com duas cabeças baseadas na sua e na da irmã, tão próximas que parecem pertencer a uma única pessoa, feita em parte com a tela no chão, prática que a artista aprendeu observando Willem de Kooning. Rubens Flap (1998–1999), da coleção George Economou, celebra a maciez das barrigas e dos seios em contato. Nessas obras, Saville radicaliza o que chamou de pintar as mulheres como a maioria delas se vê, com a pele, o calor e o vazamento do corpo. A palheta dessa primeira fase é predominantemente fria, de rosas acinzentados, azuis e verdes.
Migrants (2003): violência, mídia e corpo ferido

Em Migrants, segunda individual na Gagosian de Nova York, em 2003, Jenny Saville ampliou o repertório para além do próprio corpo e deixou entrar na pintura o trauma e a violência das imagens jornalísticas. A exposição reunia seis telas, entre elas Reverse (2002–2003), óleo sobre tela de 213,4 × 243,8 cm, em que o rosto da artista aparece deitado contra uma superfície espelhada, em tons quentes de carne viva, e Pause, baseada numa foto de jornal de uma mulher que foge de uma explosão com as roupas rasgadas. Na mesma época, pintou Suspension, massa sangrenta de carne de porco com palheta e composição semelhantes às de Reverse. O catálogo teve texto da historiadora da arte Linda Nochlin, que chamou Saville de pintora mais interessante e empolgante de seu tempo. No mesmo ano, a artista participou da 50ª Bienal de Veneza. Em Passage (2004), pintou uma pessoa travesti nua, em busca de um corpo situado entre os gêneros, e em Transvestite Paint Study (2003–2004) aprofundou o mesmo tema.
Stare e Rosetta II: o olhar e a beleza
A série Stare, iniciada em 2004–2005, partiu de uma pequena imagem encontrada num livro de medicina, de uma figura jovem com uma mancha de nascença no rosto, que Saville transformou numa investigação da pintura pela cor. Stare (2004–2005), óleo sobre tela de 305 × 250 cm, pertence à Broad Art Foundation, e telas como Red Stare Head IV (2006–2011) e Bleach (2008) desdobram o motivo. Rosetta II (2005–2006), óleo sobre papel de aquarela montado em painel, retrata uma jovem cega que a artista conheceu em Nápoles. Saville a considera sua primeira pintura bela. Até então, temia a beleza, por acreditar que uma obra bela não seria levada a sério. O encontro com Rosetta, que não se julgava digna de ser musa, mostrou à artista que era possível pintar a beleza sem perder a força. A obra dialoga com La Celestina, de Picasso, e com a tradição clássica do olhar místico dos cegos. Nesse período, Saville vivia em Palermo, na Sicília, e em 2005 teve uma grande mostra no Museo d’Arte Contemporanea de Roma.
Em 2007, Jenny Saville foi eleita membro da Royal Academy of Arts. Em 2014, deixou a Sicília e se estabeleceu em Oxford com o companheiro e os dois filhos. A maternidade se tornou tema central, e com ela o desenho ganhou novo protagonismo. Saville passou a desenhar a si mesma com bebês e crianças que se mexem sem parar, registrando o movimento em camadas de linhas sobrepostas, os chamados pentimenti. A artista contou que lhe diziam que obras sobre crianças destruiriam sua carreira, por serem açucaradas, e que decidiu enfrentar o tema de frente, por considerar o parto uma experiência profunda. Admirou também a liberdade com que as crianças rabiscam e pintam. Nos desenhos dessa fase ecoam o cartão de Leonardo da Vinci para a Virgem com o Menino, Santa Ana e São João Batista, que ela considera o maior desenho da história da arte, e estudos de Ticiano, como em Study of Arms II (2015). Em 2012, a Modern Art Oxford apresentou um panorama de vinte anos de sua obra, sua primeira individual institucional no Reino Unido; em 2015–2016, o Ashmolean Museum, de Oxford, mostrou seus desenhos, e em 2015 a artista organizou uma sala na exposição Rubens and His Legacy, na Royal Academy.
Pietàs, guerras e corpos entrelaçados

A partir de meados dos anos 2010, Jenny Saville passou a compor grupos de corpos entrelaçados, a partir de sessões com vários modelos ao mesmo tempo, e a retomar iconografias da arte cristã e antiga. Aleppo (2017–2018), pastel e carvão sobre tela, organiza figuras em triângulo, como numa pietà, para evocar a fragmentação vivida por refugiados da guerra na Síria. Byzantium (2018), óleo sobre tela de 194,3 × 239,1 cm, combina ícones bizantinos, pietà e imagens devocionais medievais, com ouro aplicado sobre bolo armênio, técnica estudada na pintura tradicional de ícones. Na série Fates (2018), as três Parcas da mitologia aparecem sobre pedestais escultóricos, em composições de colagem inspiradas nas mulheres construídas de Picasso, como Les Demoiselles d’Avignon. Exodus (2020–2021) funde a pietà às imagens de crianças resgatadas de escombros. O desenho Chapter (for Linda Nochlin) (2016–2018), em carvão sobre tela de algodão, homenageia a historiadora que a acompanhou desde o início da carreira. Entre 30 de setembro de 2021 e fevereiro de 2022, Florença dedicou à artista uma exposição em cinco museus, com curadoria de Sergio Risaliti; Fulcrum ocupou o Salone dei Cinquecento do Palazzo Vecchio, e Pietà I (2019–2021) foi exposta ao lado da Pietà Bandini, de Michelangelo, no Museo dell’Opera del Duomo.
Cabeças, cor e imagem digital
Pouco antes da pandemia, em Moscou, Jenny Saville fotografou rostos que a fascinavam num estúdio com fundos coloridos e passou a pintar, pela primeira vez, sobre fundos vermelhos. A série de cabeças que resultou dessa experiência, apresentada em Elpis, na Gagosian de Nova York (novembro e dezembro de 2020), usa bastões de óleo de cores intensas que a artista compara a grandes batons, sobrepostos como tapeçarias. As composições sobrepõem várias imagens, e às vezes olhos ou orelhas extras permanecem visíveis; Prism (2020) reúne pelo menos trinta cabeças diferentes. Latent (2020–2022) remete ao “espaço latente” da inteligência artificial, e Chasah (2020), termo bíblico que significa buscar refúgio, guarda o reflexo da artista nos olhos da retratada. Em Gaze (2021–2024), óleo e acrílica sobre linho de 200 × 160 cm, os olhos azuis dominam um rosto construído com empastamentos à maneira de Rembrandt e Ticiano. Song of Songs (2020–2023) e Skene (2023) entrelaçam corpos de amantes com painéis retangulares que evocam telas de celular e computador. A artista resume a ambição dessa fase como a tentativa de dar à pintura forma sólida e abstração completa ao mesmo tempo, e já disse que a união da figuração de Bacon com a pintura de De Kooning faria o maior pintor da história.
Consagração institucional (2025–2026)
Entre 2025 e 2026, a obra de Jenny Saville ganhou as maiores retrospectivas de sua carreira. A Albertina, em Viena, apresentou Gaze (21 de março a 29 de junho de 2025), com 26 obras e curadoria de Angela Stief e Melissa Lumbroso, primeira individual da artista na Áustria. Jenny Saville: The Anatomy of Painting, organizada pela National Portrait Gallery de Londres com curadoria de Sarah Howgate (20 de junho a 7 de setembro de 2025), foi considerada sua primeira grande exposição museológica no Reino Unido e seguiu para o Modern Art Museum of Fort Worth, no Texas (12 de outubro de 2025 a 18 de janeiro de 2026), com cerca de cinquenta obras, a primeira grande mostra da artista num museu norte-americano. Em 2026, a Galleria Internazionale d’Arte Moderna di Ca’ Pesaro, em Veneza, apresenta Jenny Saville a Ca’ Pesaro (28 de março a 22 de novembro de 2026), com curadoria de Elisabetta Barisoni, mais de trinta obras e uma sala de trabalhos inéditos feitos em homenagem à cidade. As obras de Saville estão nos acervos da Tate, do Metropolitan Museum of Art, da Broad, do Museum of Fine Arts de Houston, da Morgan Library & Museum e das National Galleries of Scotland, entre outros.
Feminismo e recepção crítica
Jenny Saville se declara uma feminista convicta desde o início da carreira. Contou que, nos anos 1990, pintar o nu feminino exigia justificativa, e que aprendeu a enfrentar diretamente os territórios considerados proibidos às mulheres, incluindo a maternidade. A artista se descreve como ocupando três papéis ao mesmo tempo: pintora, modelo e espectadora, num gênero em que as mulheres haviam sido quase sempre apenas modelos. Prefere falar de suas telas como retratos da pintura, mais do que das pessoas retratadas. A crítica reconhece em Saville uma rara combinação de olhar de historiadora da arte e energia de grande pintora, e destaca sua influência sobre artistas como Nathaniel Mary Quinn e sobre o escritor escocês Douglas Stuart, que citou a exposição de formatura dela como marco em sua própria formação. As obras recentes dividem opiniões: parte da crítica as considera menos impactantes do que os nus dos anos 1990, por terem menos carne, menos imensidão e raros contatos de olhar com o espectador; outra parte vê nelas a fase mais ousada e abstrata da artista. A própria Saville reconhece que muitos admiram suas pinturas e não conseguiriam viver com elas em casa, e diz que as concebe para o espaço público, penduradas juntas.
Diálogos com a arte brasileira
Para o Arte como Assunto, a pintura de Jenny Saville abre leituras próprias quando posta ao lado da arte brasileira que enfrentou o corpo feminino fora dos padrões. Esta é uma aproximação editorial do site, sem relação de influência documentada. A Negra (1923), de Tarsila do Amaral, do acervo do Museu de Arte Contemporânea da USP, já apresentava um corpo feminino monumental e deformado, que ocupa quase toda a tela; a obra é hoje lida também à luz das questões raciais e da memória da escravidão, leitura que a distingue do projeto de Saville e mostra como a monumentalidade do corpo carrega sentidos distintos em cada contexto. A pintora gaúcha Maria Lídia Magliani (1946–2012), por sua vez, construiu uma figuração expressionista de corpos tensos e deformados, em diálogo com a mesma tradição de Bacon e do expressionismo que alimenta Saville. Lidas juntas, essas obras permitem pensar como pintoras de contextos diversos usaram a escala, a distorção e a matéria da tinta para retirar o corpo feminino do lugar de objeto contemplado.
Cronologia de Jenny Saville
| Ano | Acontecimento |
|---|---|
| 1970 | Nasce em 7 de maio, em Cambridge, Inglaterra |
| 1988–1992 | Estuda na Glasgow School of Art |
| 1991 | Semestre na Universidade de Cincinnati, Estados Unidos |
| 1992 | Propped; exposição de formatura; contrato com Charles Saatchi |
| 1994 | Young British Artists III, Saatchi Gallery, com Plan (1993); acompanha o cirurgião Barry Martin Weintraub em Nova York |
| 1995–1996 | Série Closed Contact, com Glen Luchford |
| 1997 | Sensation, Royal Academy; passa a ser representada pela Gagosian |
| 1999 | Territories, Gagosian, Nova York; Fulcrum e Hyphen |
| 2003 | Migrants, Gagosian, Nova York; 50ª Bienal de Veneza |
| 2004–2006 | Passage, série Stare e Rosetta II |
| 2005 | Exposição no Museo d’Arte Contemporanea de Roma |
| 2007 | Eleita membro da Royal Academy of Arts |
| 2012 | Panorama de vinte anos na Modern Art Oxford |
| 2014 | Muda-se da Sicília para Oxford |
| 2015 | Sala na exposição Rubens and His Legacy, Royal Academy |
| 2018 | Propped atinge 9,5 milhões de libras em leilão |
| 2020 | Elpis, Gagosian, Nova York |
| 2021–2022 | Exposição em cinco museus de Florença |
| 2025 | Gaze, Albertina, Viena; The Anatomy of Painting, National Portrait Gallery, Londres |
| 2025–2026 | The Anatomy of Painting, Modern Art Museum of Fort Worth |
| 2026 | Jenny Saville a Ca’ Pesaro, Veneza |
Perguntas frequentes sobre Jenny Saville
Quem é Jenny Saville?
Jenny Saville é uma pintora britânica nascida em 1970, em Cambridge, conhecida pelos nus femininos monumentais que renovaram a pintura figurativa a partir dos anos 1990. Associada aos Young British Artists, foi eleita membro da Royal Academy em 2007 e vive em Oxford.
Qual é a obra mais famosa de Jenny Saville?
Propped (1992), autorretrato nu monumental feito para a exposição de formatura em Glasgow, é a obra mais famosa de Jenny Saville. Em 2018, foi vendida por 9,5 milhões de libras, na época recorde para uma artista mulher viva.
Por que Jenny Saville pinta corpos tão grandes?
Jenny Saville usa a escala monumental para que o espectador se sinta envolvido pela carne pintada e para ocupar, como mulher, um espaço historicamente reservado aos pintores homens. A artista concebe as obras para serem vistas juntas, em espaços públicos.
Quais artistas influenciaram Jenny Saville?
Jenny Saville dialoga com Ticiano, Tintoretto, Rubens, Rembrandt, Leonardo da Vinci e Michelangelo, e com Picasso, Willem de Kooning, Francis Bacon, Lucian Freud e Frank Auerbach. Os New Glasgow Boys a levaram a estudar em Glasgow.
Onde ver obras de Jenny Saville?
As obras de Jenny Saville estão nos acervos da Tate, do Metropolitan Museum of Art, da Broad e das National Galleries of Scotland, entre outros. Até 22 de novembro de 2026, a exposição Jenny Saville a Ca’ Pesaro está em cartaz em Veneza.